Ritmo Total Filme !!install!! -
Diferente de filmes que tentavam “domesticar” a dança de rua, Ritmo Total foi revolucionário porque trouxe os próprios dançarinos das ruas para atuar e coreografar. O filme não foi feito por estúdios que olhavam a cultura hip-hop de cima para baixo; ele foi criado com e para a comunidade.
Quando se fala em filmes que capturaram a essência de uma era, poucos são tão icônicos quanto Ritmo Total Filme . Conhecido originalmente como Breakin’ nos Estados Unidos, este longa-metragem de 1984 não é apenas um filme; é uma cápsula do tempo, um manual de estilo e um fenômeno cultural que levou a cultura hip-hop e a dança de rua das calçadas de Los Angeles para as telas de cinema (e mais tarde, para o VHS) do mundo inteiro. Para os brasileiros que viveram aquela época, o nome Ritmo Total é sinônimo de rebolar no chão, adidas sem cadarço, radiolas de pilha e muita, mas muita atitude.
Neste artigo, vamos mergulhar fundo no universo de Ritmo Total , explorando sua produção, seu elenco inesquecível, a trilha sonora explosiva, e porque este filme continua sendo uma referência obrigatória para dançarinos e amantes da cultura street. O ano era 1984. Nos EUA, o breakdance havia saído das festas de bairro no Bronx e se espalhado como um vírus pela Costa Oeste. Na Califórnia, grupos como os Rock Steady Crew e os Electric Boogaloos já eram lendas urbanas. Foi nesse caldeirão de criatividade que a produtora MGM/UA (Cannon Films) enxergou uma oportunidade de ouro. ritmo total filme
Inicialmente cética, Kelly fica fascinada pelos movimentos orgânicos e elétricos do break e do popping. Ela decide mesclar seu jazz com o estilo de rua, formando um trisal artístico de sucesso. O grande conflito do filme é duplo: primeiro, convencer o coreógrafo quadrado do estúdio (o Sr. Franklin) de que a dança de rua é arte legítima; segundo, lidar com as gangues locais e a repressão policial que viam os dançarinos como vândalos.
Ritmo Total Filme é a celebração da pura e simples alegria de se mover ao som de uma batida. Ele provou que qualquer calçada pode ser um palco e qualquer pessoa pode ter ritmo, desde que tenha coração. Se você nunca assistiu, pare tudo o que está fazendo e dê o play. Se você já assistiu... bem, você sabe que é impossível ficar parado. Diferente de filmes que tentavam “domesticar” a dança
Para a geração que cresceu nos anos 80 e 90, Ritmo Total foi a primeira janela para o mundo do breaking. Meninos e meninas assistiam ao filme em fitas VHS gravadas da TV, pausavam, tentavam imitar o "popping" de Ozone e o "gliding" de Kelly. Foi um fenômeno sociológico.
O legado do filme é a sua autenticidade coreográfica. As cenas de dança não são editadas de forma frenética como hoje; a câmera fica parada, mostrando os dançarinos em planos sequência. Você vê cada passada de mão, cada giro de cabeça no chão (headspin), cada onda pelo corpo (body wave). O ano era 1984
Enquanto Flashdance (1983) mostrava uma dança ensaiada e glamourizada, Ritmo Total trazia a sujeira do asfalto, as latas de tinta spray e a energia crua dos guetos. Foi esse realismo que fez o filme ressoar tão fortemente, inclusive no Brasil, onde a favela e o centro urbano rapidamente se identificaram com a narrativa de superação e expressão artística. A sinopse de Ritmo Total Filme é simples, mas eficaz. Conhecemos Kelly (interpretada por Lucinda Dickey), uma garçonete e dançarina de jazz que sonha em se tornar uma grande artista. Enquanto treina em um estúdio tradicional, ela conhece dois dançarinos de rua: Ozone (Adolfo "Shabba-Doo" Quiñones) e Turbo (Michael "Boogaloo Shrimp" Chambers).